o quadrinista RODRIGO BELATO
e seu personagem em quadrinhos PUNK AFONSO .
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Artistas convidados e formatos:
Adriana Tabalipa / 23x32cm = serigrafia sobre tecido
Alex Cabral / 16x18,5cm = serigrafia sobre tecido
Daniel Barbosa / 6x20cm = alto relevo sobre papel
Debora Santiago / 21x21cm = serigrafia sobre tecido
Eliane Prolik / 10x20cm = fórmica sobre caderno
Fábio Rocha / 14x21 cm = serigrafia sobre tecido
Fabrício Lopez / 17x21cm = xilogravura sobre tecido
Jorge Galvão / 15x15 cm = serigrafia sobre tecido
José Roberto da Silva / 10,5x10,5cm = serigrafia sobre papel
Julcimarley Totti / 16x47 cm = linólieo sobre tecido
Olho / 16x23 cm = serigrafia sobre tecido
Thiago Syen / 10x15 cm = serigrafia sobre tecido
PANINI:
- Wizmania #5 / Batman #70 / LJA # 70 / Superman #70
- X-Men Extra # 81 / Mad 006 / DC 70 Anos #4 FLASH
PIXEL:
- Spawn #176
- Pixel Magazine #18
- Fábulas Pixel #2
JBC:
- Utena #5
- Yugioh #22

CONRAD
- Pequenos Guardiões #5 e #6
E para os fãs do Lourenço Mutarelli que desejam
completar sua coleção, confiram abaixo os títulos
disponíveis aqui na ITIBAN:
- O Dobro de Cinco/ O Rei do Ponto
- A Soma de Tudo - Parte 2
- Mundo Pet / A Caixa de Areia / O Cheiro do Ralo
- Teatro de Sombras / Jesus Kid
- A ARTE DE PRODUZIR EFEITO SEM CAUSA
Por Netsuke
Quando foi anunciado, no início do ano, que iriam “envelhecer” a Turma da Mônica, muitos fãs reclamaram. Em Julho, com o lançamento da Edição Zero no Anime Friends, mais gente torceu o nariz e criticou. Mesmo assim a Panini lançou a primeira edição de Turma da Mônica Jovem, que parece ser menos “terrível” do que muitos acreditavam.
Como o próprio nome já diz, a turminha cresceu e agora são todos adolescentes. A Mônica já não é mais baixinha e gordinha, o Cebolinha fala certo, a Magali se preocupa com sua alimentação e o Cascão agora toma banho. E foi essa adaptação dos personagens que desagradou aos fãs mais conservadores. Concordo que um pouco do charme da turma tenha se perdido com essas mudanças, mas à medida que eles vão envelhecendo vão deixando essas características típicas da infância para trás, assim como todos nós deixamos um dia. Ou queriam que o Cascão ficasse mais 8 anos sem tomar banho e se tornasse um verdadeiro desastre ecológico?
De fato alguns personagens acabaram sofrendo mudanças desnecessárias, como o Capitão Feio e o Louco. O primeiro agora se chama Poeira Negra e em nada lembra o personagem divertido que era e o Louco, que sempre foi meu personagem preferido, se tornou um professor que não faz nada além de gritar nos míseros três quadrinhos em que aparece. Outro personagem que teve uma adaptação bastante infeliz, embora bastante estilosa, foi o Anjinho, que adotou o ridículo nome de Céuboy, em uma tentativa frustrada de homenagear o Hellboy.
A história é a seguinte: há muito tempo atrás uma terrível bruxa foi aprisionada por quatro guerreiros em uma pedra, que agora está em exposição no Museu de História do Limoeiro. Acontece que o Capitão Feio (me nego a chamá-lo de Poeira Negra!) invade o museu e liberta a tal feiticeira de sua prisão. Os pais dos protagonistas, que na verdade são a reencarnação dos antigos guerreiros, são feitos reféns e Mônica e companhia terão de viajar por quatro dimensões para encontrar quatro artefatos que juntos podem derrotar a vilã e salvar seus pais.
Por se tratar da primeira edição, é difícil definir o enredo como bom ou ruim, já que é apenas a introdução do arco “As 4 Dimensões Mágicas” e não há um enredo que possa considerado bom ou ruim. O problema é que algumas informações são arremessadas de pára-quedas para o leitor e acabam sendo mal-explicadas, como o modo que os pais dos personagens lembram-se de suas vidas passadas, mas é algo que pode ser explicado melhor em edições futuras e não chega a comprometer o desempenho final da edição. Ao menos a cena da próxima edição dá a entender que as coisas ficarão bem divertidas.
O estilo de história mais voltado para o estilo mangá também incomodou os fãs (notem como os fãs se incomodam com tudo!), já que fugia da maneira descompromissada e inocente com a qual as histórias foram levadas por mais de quatro décadas. De nada adiantaria fazer com que os personagens crescessem se o enredo não os acompanhasse e, até agora, está conseguindo cumprir bem esse papel. Só achei que houve um excesso desnecessário de poses e expressões de mangá. Que tipo de pai se despede da filha fazendo o sinal de vitória?
Não é segredo para ninguém que transformar a Turma da Mônica em adolescentes foi uma tentativa de atrair leitores da mesma faixa etária. Esses leitores estão interessados em histórias mais voltadas para a ação do que para o cotidiano, vide o sucesso de animes como Naruto ou Bleach, e é por esse caminho que Maurício de Sousa está tentando levar seus personagens. Como ele mesmo diz no editorial da revista, isto tudo é uma experiência e aos poucos
Por se tratar de algo novo no mercado de quadrinhos nacionais, Turma da Mônica Jovem é uma boa diversão, mas deve ser lida com a mente aberta e sem qualquer conservadorismo. Deve-se levar em conta que os personagens cresceram e que você não vai encontrar o mesmo estilo que encontra em uma revista tradicional do Cebolinha, por exemplo. As propostas de cada revista são completamente diferentes, mas nada impede que você se divirta lendo as duas e, mesmo que você seja um fã xiita da turminha, vale conferir.












Exatamente trinta anos separam os dois melhores filmes de super-heróis já feitos: Superman e Batman – O Cavaleiro das Trevas. Mesmo os personagens sendo da mesma editora e atuarem juntos em várias histórias, esses filmes representam conceitos totalmente opostos, além de épocas diferentes. Apontar qual é o melhor não é possível, mas pode-se traçar paralelos entre os dois, assim como luz e trevas, otimismo e pessimismo, infância e vida adulta.
Super-Homem é o herói que inspira o que há de melhor nas pessoas, está muito claro que lado atua, que possui um senso justiça e que procura fazer o bem para todos. Sempre aparece em público com um sorriso no rosto. É o garoto que foi criado numa fazenda por pais perfeitos. Um verdadeiro escoteiro.
Batman é o herói que se veste de morcego para provocar o medo nos bandidos. Muitas pessoas acham que não passa de um fora-da-lei. Prefere agir durante a noite, escondendo-se de todos. Bruce Wayne foi um garoto que teve sua infância brutalmente interrompida ao ver seus pais serem assassinados na sua frente. A partir daquele momento ele soube que o mundo não era um bom lugar para se viver.
Os dois filmes mostram esses aspectos dos personagens. Superman tem a maioria de suas cenas ocorrendo
durante o dia enquanto em Batman a maior parte da ação ocorre à noite, o próprio herói não aparece em outro horário. O público torce para o Homem de Aço, mesmo já sabendo que irá vencer no final, sabe que ele irá levar os bandidos para a cadeia. Mesmo possuindo uma força descomunal, ele não irá machucar nenhum de seus inimigos, essa não é a sua índole, é um ser quase divino. Já com o Cavaleiro das Trevas não há essa mesma empatia. Sabe-se que irá vencer no final, mas pode ser que tenha que pagar um preço alto por isso. O herói é humano e está muito mais sujeito a emoções mundanas, pode ter acessos quase incontroláveis de raiva. Quando interroga seu inimigo mostra que pode ser tão violento quanto ele.
Mas essa diferença não é algo que sempre existiu nos quadrinhos, as histórias do Batman já foram diferentes do que são hoje. Durante a década de 50 surgiu o famigerado Código de Ética dos Quadrinhos que limitou em muito os temas abordados e a violência dos quadrinhos. Nessa época, que foi chamada de “Era de Prata” dos quadrinhos, o público-alvo eram as crianças e as histórias eram bem ingênuas, com vilões nem tão maléficos e seus planos mirabolantes. Na década de 70 isso começou a mudar um pouco, Batman passou a ter histórias mais sérias e com temas detetivescos. Mas a ruptura mesmo aconteceu em 1986 quando Frank Miller publicou The Dark Knight Returns, que foi publicado aqui como O Cavaleiro das Trevas. Mesmo sem ter relação direta com filme, nessa história é delineada a personalidade do Batman como conhecemos hoje e os temas abordados são bem mais sérios. A partir dali, os quadrinhos de super-heróis entraram definitivamente no mundo adulto.
O filme do Super-Homem é anterior a isso e reflete um pouco dessa Era de Prata dos quadrinhos. A produção foi levada a sério e criou uma história consistente do herói, mesmo que o vilão tenha um plano mirabolante, só que não é para dominar o mundo ou destruir seu inimigo e sim para ganhar muito dinheiro. Lex Luthor não parece ser um louco, nem capaz de causar mal a muitas pessoas. Possui um ajudante atrapalhado, o que traz um pouco mais de humor e leveza para lado maligno do filme. Humor também existe na figura de Clark Kent e na relação com a sua amada. Fica bem claro quem é o bem e quem é o mal, o único momento de rebeldia do herói é ao contrariar a ordem do pai em não interferir na história do planeta, mas faz isso em nome do amor. Em suma, pode ser visto tanto por crianças quanto por adultos, sem que seja filme infantil.
Já o filme do Batman traz muito da visão de Frank Miller, mesmo sem se basear na sua obra. O Coringa é extremamente violento, sádico e muito assustador. Seu humor é insano, prova disso está na cena que faz desaparecer um lápis. O filme é sério e denso, tem humor somente em algumas tiradas irônicas de Alfred e Lucius Fox. Aborda diversos temas, como corrupção policial, política e violência. Aprofunda o perfil psicológico dos personagens, mostra algumas de suas ambigüidades, além de mostrar que não existem fronteiras rígidas entre o bem e o mal. Pela primeira vez tem-se um filme de Batman inadequado para crianças.
Um ponto em comum dos dois filmes está na excelência de seu elenco. A aposta num desconhecido para viver o Super-Homem foi um tiro certeiro. Christopher Reeve encarnou o personagem de forma perfeita. Até hoje não surgiu outro ator capaz de superá-lo. Também contou com dois grandes atores, Marlon Brando e Gene Hackman, que deram consistência para seus personagens. Talvez na mão outro ator, Lex Luthor ficaria ridículo.
O elenco de Batman é invejável, poucos filmes podem contar com tantos atores tão bem conceituados e ainda se dar ao luxo de colocar Morgan Freeman e Michael Caine como meros coadjuvantes. Se fosse somente centrado na história de Harvey Dent, já seria um ótimo filme, mas existe o Coringa, que se sobressai dentre todos os personagens. Impossível não repetir o que já foi dito: Heath Ledger foi brilhante na composição do personagem, criando uma atuação hipnótica. Coringa é o elemento imprevisível da trama, que subverte a ordem das coisas. Como o próprio se define: um agente do caos.
Superman trata seu personagem principal de forma mítica, como um ser que serve de inspiração para a humanidade, alguém idealizado e proveniente da pura fantasia. Com sua índole perfeita e sem falhas de caráter, é um ser próximo de um deus, mas um deus sujeito a emoções humanas, como amor, dor de perda, frustração e até um pouco de raiva. Ou seja, um deus grego.
Já os personagens de O Cavaleiro das Trevas, principalmente Batman e Harvey Dent, são derivados da tragédia grega. São pessoas que sofrem grandes provações do destino, que podem sucumbir às suas emoções e capazes atos extremos. O diretor Christopher Nolan aproximou bastante o filme da nossa realidade, retratando a paranóia por segurança e como isso é frágil diante de alguém intencionado a instaurar o terror nas pessoas. Isso só um dos pontos abordados. O filme pode ser visto várias vezes que diversas leituras surgirão.
Por serem tão diferentes não se pode dizer qual seria o melhor, mas sim que representam o melhor de cada personagem e de cada abordagem proposta. De um lado um filme divertido e esperançoso e de outro lado um filme sério e realista. Nesse último é inevitável perguntar: “Por que tão sério?”
