TURMA DA MÔNICA JOVEM #5

PRÍNCIPE VALENTE XX (#20, hehehhe)

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Love Junkies #48, Negima #30, Utena #9, XXX Holic #16, Yugioh #26

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Tex #470, Zagor #93, Júlia Kendall #49, Zagor Extra #58, Conan o Cimério #50
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Ditadura Abaixo
1968 é o ano que insiste em não terminar. Mesmo após quarenta anos, os eventos ocorridos naquela época são exaustivamente discutidos. Viraram tema de livros, filmes e televisão. Quem se interessou pelo assunto sabe que José Dirceu foi preso no congresso da UNE em Ibiúna, que estudantes partiam para a luta armada após o AI-5, talvez até saiba o nome de estudantes mortos pela polícia no Rio de Janeiro. Para quem acha que o tema já foi exaustivamente explorado e que pouco ainda havia para se tomar conhecimento, aqui vão algumas perguntas: você sabe o que aconteceu em Curitiba em 1968? Acha que nada de importante ocorreu? Sabia que os estudantes travaram uma verdadeira batalha com a polícia no Centro Politécnico? Sabia que os estudantes ocuparam a Reitoria? E que vários deles foram presos?
É justamente isso que encontramos no livro 1968 Ditadura Abaixo, escrito por Teresa Urban. Na falta de uma definição melhor, vamos chamá-lo de livro, pois traz o relato escrito por Teresa sobre o que aconteceu naquele ano, além de cópias de documentos do DOPS, de recortes de jornais, fotos, anúncios de revistas e uma história em quadrinhos desenhada por Guilherme Caldas. Tudo isso dividindo as páginas num estilo que lembra o do recém falecido escritor Valêncio Xavier, muito hábil em unir textos e imagens em seus livros.
Às vezes, o texto parece muito didático, contando o que é já mostrado nas imagens, mas o objetivo era realmente ter uma obra que explicasse aos jovens de hoje o que ocorreu durante aquele ano em Curitiba pelas palavras que alguém que viveu os acontecimentos. Teresa ainda faz uma longa introdução com eventos da história mundial mostrando que em todos os regimes autoritários sempre aconteceram revoltas, além de explicar todo o contexto histórico brasileiro que levou a tomada do poder pelos militares.
Os personagens da história em quadrinhos são fictícios, porém os fatos relatados são verdadeiros. Nos desenhos, Guilherme Caldas tentou ser o mais preciso possível na reconstituição da época, desde a forma como as pessoas se vestiam até modo como falavam.
Na Internet não se encontra quase nada de informações do que aconteceu nesse período na cidade. É importante que essa memória seja resgatada, ainda mais gerando uma obra tão interessante quanto esse livro.










- Jornada Nas Estrelas - Klingons Herança De Sangue
- Tempo Fechado - Ficção - Bruce Sterling
PANINI COMICS:
- Hulk contra o mundo #6
- Wizmania #7
PANINI MANGÁ:
- Trinity Blood #1
- Blood + #2
JBC:
- Cavaleiros do Zodíaco - Lost Canvas #8
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Os quadrinhos de Flávio Luiz
Flávio Luiz é um desenhista baiano que começou a ganhar destaque na mídia especializada em 1999, quando recebeu o Troféu HQ Mix pela primeira edição da revista independente Jayne Mastodonte Adventures. O segundo número só saiu sete anos depois. Alguém pode brincar dizendo que a demora é decorrente do fato do autor ser baiano, mas a verdade é que não é fácil o caminho para publicar uma revista de forma independente. Tanto que essa segunda edição só foi viabilizada através de lei de incentivo e um terceiro número ainda não saiu.
Jayne Mastodonte é uma leitura divertida, com uma história leve e sem nenhuma pretensão. O traço de Flávio Luiz tem influência cartunesca e serve perfeitamente para o humor da história, mas a verdadeira demonstração de seu talento ainda estaria por vir.
Lançado em 2006 pela Opera Graphica, o álbum O Messias não tem um diálogo ou texto sequer, a trama é toda contada através dos desenhos. Com roteiro de Gonçalo Júnior, conta a história de um garoto que nasce na favela, torna-se chefe do tráfico de drogas e, imaginando-se com poderes divinos, declara guerra aos poderes do Estado e aterroriza a população. Ironicamente, o álbum foi lançado na mesma época que ocorreram os ataques do PCC em São Paulo. Mesmo com a história ocorrendo no Rio de Janeiro, havia uma estranha similaridade com a realidade.
O desenho de Flávio foi o responsável por não deixar o álbum sombrio e com uma violência gráfica exagerada. Seu traço conferiu humanidade aos personagens e deixou o leitor próximo a eles. Além disso, apresenta uma ótima narrativa visual, fazendo qualquer texto realmente desnecessário e desenvolvendo a história de maneira bastante ágil e ao mesmo tempo intensa.
Seu lançamento mais recente é Aú, o Capoeirista, um álbum colorido, no formato dos lançamentos europeus, com capa dura. A história não poderia ser mais brasileira, ou melhor, baiana. Tem como cenário as ruas do Pelourinho, onde o personagem-título joga capoeira com os amigos. Aú conhece uma turista francesa e a convida para uma festa mais tarde. No caminho, a garota tira fotos de um incêndio criminoso promovido por um empresário local que pretendia comprar um antigo sobrado para encobrir seus negócios sujos. A turista é capturada e levada para a ilha particular desse empresário. Aú vai até lá para resgatá-la.
É uma história destinada ao público jovem, com humor na medida certa e boas cenas de ação. Novamente Flávio Luiz faz um bom trabalho de narrativa visual, principalmente na parte final da história. O uso das cores também valorizou a obra, tornando-a atraente. Espera-se que consiga o devido sucesso e outras histórias sejam publicadas.